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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A produtividade ainda é um problema em Portugal

Produtividade ainda é o maior problema em Portugal

Por: Luís Reis Pires
Aumento da produtividade deve-se ao aumento do desemprego a ritmo superior à quebra do PIB.
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O principal problema de Portugal é a produtividade e a ligeira melhoria que se tem verificado deve-se sobretudo a um aumento do desemprego superior ao ritmo de quebra no Produto Interno Bruto (PIB). A opinião é de José Gonzaga Rosa, partner da Ernst & Young, que não vê margem na economia para absorver a maioria dos desempregados num futuro próximo.
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"A produtividade é o problema base" do País, garante José Gonzaga Rosa, na Conferência Portugal - Desafios para 2013 que ontem se realizou em Lisboa. "Produzimos a um custo de 19 euros por hora, o que equivale a 57% da média europeia", acrescenta.
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O especialista recorda que tem havido uma evolução nesse sentido, já que, entre 2008 e 2011, apenas Estónia e Polónia tiveram aumentos de produtividade superiores aos da economia portuguesa. No entanto, o aumento deve-se ao facto de o ritmo de aumento do desemprego estar a ser superior ao ritmo de quebra no PIB. "Ou seja, estamos a fazer um bocado menos, mas ainda com menos pessoas", sublinha.
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Gonzaga Rosa acrescenta ainda que o problema do desemprego vai ser difícil de resolver, porque há um "'gap' de competências na força de trabalho desempregada", face às necessidades de mão-de-obra das empresas. Pelo que "serão necessários aumentos muito grandes do produto para absorver grande parte deste desemprego".
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Mas há uma "boa notícia", garante. É que o défice externo, medido pelo saldo da balança corrente e de capital, está a reduzir-se a um ritmo muito superior ao que era esperado, sendo provável que Portugal atinja o equilíbrio externo já no próximo ano. Nesse sentido, recorde-se que, de acordo com as previsões do Governo, este ano o saldo externo da economia portuguesa deverá ser negativo em 1,1% do PIB, passando a ser positivo em 1% do PIB no final de 2013.
Fonte: Económico

Combate ao desemprego: Governo quer ajudar 25.000 familias

Estágios profissionais para casais desempregados com filhos e programa «Impulso para o Emprego»
O Governo espera ajudar 25 mil famílias com um conjunto de novas medidas de apoio à competitividade, emprego e investimento apresentadas esta quarta-feira em Lisboa, disse o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira.
O Executivo identificou quatro «eixos de atuação» para incentivar o investimento e o crescimento económico em Portugal: combate ao desemprego, financiamento e recapitalização, investimento e empreendedorismo e inovação.

«Portugal não pode voltar a crescer sem retomar o investimento», considerou Álvaro Santos Pereira, que falava em conferência de imprensa no Ministério da Economia e Emprego, citado pela Lusa.

No combate ao desemprego, o Governo pretende apoiar 25 mil famílias com duas medidas: estágios profissionais para casais desempregados com filhos e um programa intitulado «Impulso para o Emprego», que abarca o reembolso de 100% da Taxa Social Única (TSU) para empresas que contratem desempregados com mais de 45 anos.

As referidas medidas não terão impacto económico no Orçamento do Estado (OE) por utilizarem fundos europeus, assinalou Álvaro Santos Pereira.

O titular da pasta da Economia destacou também diversas medidas de estímulo à economia, como as várias linhas de crédito para pequenas e médias empresas (PME) e o chamado «IVA de Caixa», medida inscrita na proposta de OE para 2013 e onde está inscrito que as empresas vão passar a entregar o IVA ao Estado apenas depois de receberem o montante faturado.

Álvaro Santos Pereira voltou a criticar a excessiva burocracia no financiamento de empresas, não só em Portugal mas também a nível comunitário, lamentando também ser mais difícil a empresas portuguesas aceder ao crédito do que companhias por exemplo «do norte da Europa».

«A união monetária está a trabalhar de uma forma muito desigual», assinalou.

De acordo com os dados mais recentes da Segurança Social, mais de 55% dos desempregados já não recebem qualquer subsídio.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

Governo estuda corte geral na duração do subsídio de desemprego

Governo estuda corte geral na duração do subsídio de desemprego

Em causa estão os constrangimentos orçamentais e a forte subida do desemprego.
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O Governo quer aplicar aos actuais trabalhadores cortes na duração do subsídio de desemprego, ao arrepio do acordo social de Janeiro passado que lhe garante os direitos adquiridos.
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Segundo avança hoje o Público, em causa estão os constrangimentos orçamentais e a forte subida do desemprego, que ditam que o Governo, em linha com a troika, queira limitar os seus efeitos.
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No entanto desconhece-se o âmbito das mexidas. Mas uma das intenções, segundo o jornal, será acabar com a salvaguarda para os actuais trabalhadores. Actualmente, 38 meses de subsídios é o máximo que os trabalhadores no activo poderão receber, caso tenham mais de 45 anos e mais de 72 meses de descontos sociais.

Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/governo-estuda-corte-geral-na-duracao-do-subsidio-de-desemprego_152812.html

Governo admite que possam sair do país 100 mil portugueses

O secretário de Estado das Comunidades admite que a emigração ilegal de portugueses está a aumentar.
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O secretário de Estado das comunidades, José Cesário, admite, em declarações à TSF, que por causa do desemprego este ano se podem repetir os números do ano passado em que o Governo estimou que saíram do país perto de 100 mil portugueses.
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O governante admite que a emigração para fora da Europa está a aumentar e admite estar preocupado com um fenómeno que está a aumentar: a emigração ilegal. José Cesário admite que são recorrentes os casos de portugueses que emigram de forma ilegal para países como os Estados Unidos, Canadá e Brasil.
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Portugal perdeu 65 mil jovens activos num ano
Em apenas um ano, de Junho de 2011 a Junho de 2012, desapareceram 65 mil jovens com idades entre os 25 e os 34 anos da população activa portuguesa. Uma queda que se acelerou nos primeiros seis meses deste ano com uma perda de 44 mil jovens, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística citados pela TSF .
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Uma parte da descida na população activa, ou seja nas pessoas que estão disponíveis para trabalhar (empregadas ou desempregadas), está relacionada com uma população portuguesa que vai ficando, aos poucos, cada vez mais velha, mas os especialistas contactados pela TSF admitem que grande parte se deve à emigração.
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O envelhecimento não explica tudo. Os inquéritos do INE ao mercado de trabalho revelam que a perda de população activa em Portugal é muito forte sobretudo nas idades entre os 25 e os 34 anos: entre Junho de 2011 e Junho de 2012 desapareceram 65 mil jovens activos com estas idades, numa descida de 4,7 por cento que se agravou nos primeiros seis meses deste ano quando deixaram de aparecer mais de 40 mil jovens activos.
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À TSF, Jorge Malheiros, do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, sublinha que a queda foi ainda maior entre os homens o que só pode estar relacionado com a emigração que se sabe que tende a ser maior entre o sexo masculino que foi ainda mais afectado pela crise e pelo desemprego.
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Os números da população activa ajudam a confirmar que são os mais novos quem está a sair mais do país e Jorge Malheiros explica que tudo aponta para uma emigração que está a ser feita maioritariamente (mas não só) por quem tem idades até aos 30 e poucos anos.
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As estatísticas do INE revelam ainda que a população activa com ensino superior está a crescer menos do que a população total com essa mesma formação. O geógrafo da Universidade de Lisboa acredita que essa diferença se deve ao facto de existirem jovens que acabam o seu curso e nem entram no mercado de trabalho ou procuram emprego em Portugal, pelo que nunca chegam a fazer parte a ser população activa nacional. Ou seja, contínua Jorge Malheiros, são jovens licenciados "que saem logo face à ideia que progressivamente se instala na sociedade portuguesa de que aqui não há muitas oportunidades".
Fonte: Jornal Económico

Será que mais 100.000 vão emigrar?

O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, admite que por causa do desemprego este ano se podem repetir os números do ano passado em que o governo estimou que saíram de Portugal perto de 100 mil portugueses.
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Lisboa - O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, admite que por causa do desemprego este ano se podem repetir os números do ano passado em que o Governo estimou que saíram de Portugal perto de 100 mil portugueses.
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Segundo o secretário de Estado português, citado pela rádio TSF, está a aumentar a emigração para fora da Europa, enquanto diminuiram as saídas para países como a Espanha, França, Suíça, Luxemburgo ou Reino Unido, também afetados pela crise e já sem trabalho disponível.
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De acordo com José Cesário, são recorrentes os casos de portugueses que emigram de forma ilegal para países como o Brasil, Canadá e Estados Unidos.
Fonte: Portugal Digital

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Desemprego em Portugal volta a subir em agosto

Desemprego em Portugal volta a subir em agosto de 2012

Desemprego em Portugal volta a subir em agosto
Luís Forra, Lusa

A taxa de desemprego voltou a subir em Portugal, tendo atingido os 15,9 por cento em agosto, segundo o Eurostat. Os números divulgados esta segunda-feira pelo gabinete de estatísticas da Comissão Europeia mostram que Portugal continua a ser o terceiro país com a taxa de desemprego mais elevada da Zona Euro e da UE, sendo apenas ultrapassado pela Espanha, que registou 25,1 por cento, e pela Grécia, onde a taxa foi de 24,4 por cento, sendo que neste último caso os valores se referem a junho.

Em julho a taxa de desemprego em Portugal cifrava-se em 15,7 por cento, pelo que aumentou 0,2 por cento num mês.

Em termos de comparação, a média do desemprego nos 17 países da Zona Euro em agosto atingiu 11,4 por cento e no total de países que integram a União Europeia foi de 10,5 por cento.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, o desemprego português aumentou 3,2 por cento, já que em agosto de 2011 a taxa era de 12,7 por cento.

Esta variação em termos homólogos na percentagem do desemprego representa também o terceiro maior crescimento na União Europeia e da Zona Euro, depois da Grécia, onde a variação foi de 17,2 para 24,4 por cento entre junho de 2011 e junho deste ano, e de Chipre, onde a taxa passou de 8 para 11,7 por cento entre os dois meses de agosto.

Na Zona Euro a variação anual da taxa de desemprego foi de + 1,2 por cento, tendo passado de 10,2 para 11,4 por cento e no conjunto dos 27 avançou 0,8 por cento de 9,7 para 10,5 por cento.
Desemprego jovem recua em termos mensais mas aumenta de um ano para outro
De registar que, no que respeita ao desemprego jovem (pessoas com menos de 25 anos), o desemprego em Portugal registou um recuo de 0,5 por cento em termos mensais, tendo caído de 36,4 por cento em julho para 35,9 por cento em agosto.

Apesar desta melhoria, o desemprego entre os jovens portugueses aumentou 5,6 por cento em termos anuais, já que em agosto de 2011 era de 30,3 por cento.

Também aqui, Portugal está em terceiro lugar no clube dos países que com a taxa mais elevada, sendo que, no conjunto de países de que há dados disponíveis, apenas é ultrapassado pela Grécia, com 55,4 por cento e pela Espanha com 52,9 por cento.

Estes valores do desemprego jovem são, uma vez mais, muito superiores à média de 22,8 por cento que se regista na Zona Euro e de 22,7 por cento no conjunto da União Europeia.

Os números hoje divulgados pelo gabinete de estatísticas da Comissão Europeia indicam que, em toda a UE, o número de pessoas desempregadas atingiu em agosto 25,466 milhões, dos quais 18,196 milhões nos países que integram a Zona Euro.

Em comparação com julho deste ano, o crescimento do número de desempregados foi de 49 mil no total dos 27 e de 34 mil entre os países da zona monetária comum.

Em relação a agosto do ano passado o crescimento foi de 2,170 milhões no conjunto da União, sendo que a quase totalidade deste aumento (2144 milhões) se registou nos países da Zona Euro.
Fonte: RTP

domingo, 3 de abril de 2011

LICENCIAMENTO ZERO PARA 182 NEGÓCIOS

Diploma facilita o início ou modificação de actividade (Aqui está uma maior facilidade para a criação de auto-emprego)

A partir de 02 de Maio de 2011, diversas actividades comerciais deixam de necessitar de uma licença prévia, para iniciar actividade. Basta para tanto a comunicação rigorosa do negócio em causa através do balcão do Empreendedor.

Foi publicado no Diário da República de dia 01.04.2011 o decreto-lei sobre "Licenciamento zero", que entra em vigor no dia 02 de Maio 2011. Trata-se de um compromisso do programa Simplex 2010 e uma das medidas da Agenda Digital 2015.

De acordo com o diploma, esta medida visa reduzir os encargos administrativos, substituindo-os por acções sistemáticas de fiscalização à posteriori e mecanismos de maior responsabilização dos promotores.

A partir de 02.05.2011, os novos Empresários que desejem iniciar uma actividade, desde restauração, oficinas, lavandarias, cabeleireiros, supermercados, talhos, peixarias, entre outros (são 182 tipo de actividades), não terão que esperar por uma licença para iniciar a actividade. Basta que comuniquem com rigor, através do balcão do Empreendedor, a abertura ou modificação do negócio, declarando que se comprometem a cumprir a lesgislação em vigor.

O Balcão do Empreendedor está disponivel no Portal da Empresa, na Internet, ou nos balcões das Lojas da Empresa.

A par da maior facilidade para iniciar um negócio, o diploma transfere para os Empresários uma maior responsabilização pelo cumprimento das regras. Assim, se a informação prestada não corresponder à verdade ou se não for a necessária, as coimas a aplicar podem ir de 500 a 3500 euros tratando-se de pessoa individual, e de 1500 a 25 mil euros para pessoa colectiva. Se a infracção for grave, pode levar ao encerramento do estabelecimento e á proibição de exercer a actividade durante no máximo de dois anos.